Tudo que pode ser dito já o foi. Sou apenas a repetição de formas gramaticais em tempos discordantes. Buscar a originalidade em tão poucas letras me faz lembrar os escritos heróicos de meus ídolos, que conseguem transpor os limites de suas próprias imaginações vivendo no além de si mesmos - em tempos mais que futuristas - em outros estágios de consciência.
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segunda-feira, 4 de julho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Tentativas
Tentei te fazer entender o tamanho do estrago. Tentei usando palavras. Tentei conjugando verbos aos gritos em meio às lágrimas. Tentei criar o diálogo, tentei nas súplicas virtuais pedir as tuas palavras francas e abertas. Tentei perceber além, vi e tentei não ver. Tentei aceitar o teu humano e esbarrei no meu limite. Tentei entender tuas atitudes e só encontrei ecos e ressalvas. Tentei enfrentar os apelos da mente e seus habitantes, negando os fatos e suas obviedades. Tentei isolar os sentimentos para que pudessem sobreviver. Tentei não ver que já tinhas feito tuas escolhas. Tentei não entender que já tinhas outros caminhos. Tentei manter a chama que agoniza e que busca com esforço, manter-se viva. Tentei preservar as cores que me correm por dentro e que me levam ao caminho de tuas mãos. Tentei não perceber que ainda me precisas mesmo quando me devolves o silêncio. Tentei que teus olhos me visem além dos gestos da memória. Tentei não esquecer que fazes parte do que sou. Tentei e percebi que há gratidão em mim por tudo que fostes e pelo que juntos tentamos construir. Tentei ser mais livre e me descobri mais humana. Tentei re-estruturar meu caminho e encontrei os fazeres de minhas mãos. Tentei ser diferente e descobri que sou a própria diferença. Tentei fazer com que meu coração perdoasse as fracassadas tentativas e me descobri pronta para tentar mais e mais uma vez. Tentei manter o mesmo caminho e descobri uma nova estrada ao alcance de meus pés.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Achado
Cadê o "sono" que estava aqui?
.
.
.
Achei!
Ufa!!!!
(projetos tomando forma escondem o bendito sono!)
Hoje, nem dormi.
.
.
.
Achei!
Ufa!!!!
(projetos tomando forma escondem o bendito sono!)
Hoje, nem dormi.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Papo interno 2
- Alô! Alô! Alguém na linha?
- Digite seu código de acesso.
- Serve a id-entidade?
- Desculpe, código inválido.
(sem conectividade entre as partes)
terça-feira, 24 de agosto de 2010
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
leitura interna
A cada dia surpreendo-me - mais e mais - com os habitantes do dentro e com tudo que me compõe. Poder ler os escritos de meus corpos... símbolos e signos que me revelam... histórias que em algum momento se cruzaram... caminhos interrompidos e refeitos...
Como pode-se viver sem isso?
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
sonorização
... And so they linked their hands and danced
Round in circles and in rows
And so the journey of the night descends
When all the shades are gone...
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
criações absolutas
Na busca da fórmula perfeita descobri que não posso dividir. Não mais fragmentar. Aos pedaços tudo já está. São meios e metades de resultados inconstantes. O relativo e variável transbordam pelos poros. As diferenças coexistem e se debatem nos habitantes do dentro enquanto os espaços-tempo multiplicam-se a cada instante. É preciso criar um tipo de soma. Gerar um número absoluto que agregue a si todos os outros, mesmo que isso, aparentemente, não faça nenhum sentido.
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009
desvarios e vinhos
Os tempos passam bem diante de mim. Tento aprender a multiplicar as horas de meus dias, existindo em muitos espaços ao mesmo tempo. Há momentos que simplesmente não estou, nem aqui e nem ali. As pressões existem em cada um desses espaços, e até mais de uma nas mesmas dimensões de mim. Como lidar com elas? Confesso não estar sendo hábil na tentativa de me fragmentar nos diferentes espaços-tempo.
Imagino que essas dificuldades façam parte do processo. Aprendemos a nos concentrar e a existir a cada tempo em um determinado espaço. Ainda que as vozes nunca se calem, a imaginação não deixe de criar e nem os sentimentos de existir. E isso ainda é nada, diante do que abrigo!
Ah! Preciso de mais vinho, ficar rosa, branca e tinta. Focar-me na dissolução... fluir sem deixar de estar. Como é difícil! Pequenas coisas me distraem... velhas rusgas me irritam, e nem aos hormônios, hoje, posso culpar.
Como criar as pontes do existente entre os espaços-tempo? Materializar em um o que tem no outro? Estar, nos diferentes mundos que me habitam, ao mesmo tempo. Como sentir, perceber, criar e existir, de maneira consciente, em todos esses movimentos simultaneamente?
Vivo entre a genialidade da loucura e a bestialidade do normal - a quase morte - sem estabilizar-me em nenhum. Será possível?
Esses dias, num surto corriqueiro, pretendi entender e dimensionar os resultados. Tê-los como em um catálogo, quem sabe até multicolorido - como se fosse possível! Certamente não o é. Os resultados das construções são sempre a posterori.
Não consigo satisfazer-me com o que está ao alcance das mãos. Meus olhos estão focados no depois, no além e acima. As assertivas das previsões tornam-se irritantes... como gostaria de ser surpreendida de maneira exagerada e positiva. Tudo bem! Tudo bem! Não dá pra olhar pra fora, não nesse instante, onde as pressões do que não é tentam sufocar o que está se construindo.
A humanidade em cada um, ainda é uma utopia.
domingo, 2 de agosto de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
candeeiro
As palavras sempre me atravessam. Repetidas vozes insanas que insistem em amar... persistem apesar dos desencontros e esperam a cada novo dia uma mudança, na fria paisagem que a noite teima em abrigar.
Ainda tenho em meu peito um sentimento aos pulos que lança magia em cada um de meus espaços. Um candeeiro intenso e ardente... Já não sei se existo ou resisto no todo que carrego no dentro.
terça-feira, 28 de julho de 2009
distanciamento
É só um pressentimento estendido pelo chão. Uma velha/nova sensação de algo querendo vida... alguém crescendo... Tantos foram os partos que os números perdem-se entre os lençóis. Ao fitar a toalha sobre a mesa - com seus desenhos e formas geométricas - crio um certo distanciamento... as incertezas e dúvidas embrulhadas condensam-se em vontade... uma vontade de ir além... além da complexidade que abrigo.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
sistema um tanto nervoso...
Não me encontro entre os substantivos e tempos verbais... estou além das palavras, da forma e do entendimento... sem explicações, definições ou qualquer coisa que valha...
terça-feira, 7 de julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
a criação em meio ao caos...
... situações de uma mente um tanto agitada.
As palavras soltas nas diferentes partes do dentro... geram terremotos, deslocam as placas internas em infinitas possibilidades. O caos criativo... a deformidade da forma... o que não pode ser contido nas paredes do entendimento.. Soltar as amarras... dançar a vida...
Eis o ato mágico criativo...
quarta-feira, 1 de julho de 2009
as vozes do dentro...
Algo no dentro pede passagem, há muito esquecido, dormente e adoecido. A falta do que se tem é tão insuportável quanto à presença do que nunca se teve. Sempre esteve aqui e eu soube a todo o instante eu soube ser possível. Errando da única maneira que me era permitido fui apagando a chama... esquecendo entre os tropeços.

... a letra morta ainda me fala!
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