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quinta-feira, 26 de março de 2015

Precisão


Mais vinho, por favor, mais tinta, mais cor...
Mais estrada, mais dança, mais flor...
Mais vida, feitiço e magia...
Mais ousadia e alegria...
Mais Sol e um tanto mais de rua...
Mais noites... com ou sem Lua.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

InCondicional

Sim eu te amarei InCondicionalmente!
Basta você ser perfeita, honesta em tudo que faz, pensa e sente.
Que nunca demonstre suas fraquezas (esqueça, você não tem direito a elas!).
Que eu seja o alvo de suas preocupações, que me defenda e lute por mim, ainda que eu a use para esconder minhas limitações e não ações.
Que seja sempre a mesma, alegre, otimista, pronta para ouvir minhas lamúrias, meus desamores, medos e anseios, sem oscilações, questionamentos ou conflitos ainda que (in)ternos.
Esteja sempre presente de alma e coração com os braços abertos para me receber no momento que eu precisar.
Seja franca, mas não machuque.
Tenha sensibilidade para perceber meus sofrimentos e feridas, mas nunca, nunca olhe diretamente para elas.
Faça por mim tudo que eu mesma não fui capaz de fazer, então, eu te prometo, terás meu amor InCondicional.





P.S.: Até que a decepção nos separe.



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

????


Não sei de que forma, nem se foi eu, ou além de mim...

Hoje.... acordei!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Justifica(a não a)ção




Estou farta delas.

terça-feira, 21 de junho de 2011

A Roda


Lá vai ele... morrendo e nascendo a cada terço de ano e quase ninguém nota a semelhança com sua irmã Lua.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Com Licença!?


Nunca tive a preocupação em ser perfeita, escrever corretamente, ser super inteligente, ter roupas da moda ou ser símbolo sexual, apenas busco ser... alguém que se constrói todos os dias, que ri de si mesma e aprende a cada instante amar suas imperfeições.

Mais do que tudo Ser, simples, complexa, distante, presente, consciente, confusa, leve, pesada, triste, alegre... verdadeira em tudo que faço, nos gestos, nos olhos e no que carrego nas mãos: meu coração.

Se é perigoso o convívio é apenas àqueles que tem como base de vida a desconfiança em todo ser vivo e que perderam a noção e a distinção entre a maldade e a verdade... não sabem mais a diferença entre o que são e o que projetam no grande espelho mundo.

Sem grandes pretensões, peço apenas licença para passar e existir com todo o ônus de ser eu mesma... estou aqui, e isso é fato!

segunda-feira, 21 de março de 2011

O amor...



"só aquele que permanece inteiramente ele próprio pode, com o tempo, permanecer objeto do amor, porque só ele é capaz de simbolizar para o outro a vida, ser sentido como tal. Assim, nada há de mais inepto em amor do que se adaptar um ao outro, de se polir um contra o outro, e todo esse sistema interminável de concessões mútuas... e, quanto mais os seres chegam ao extremo do refinamento, tanto mais é funesto de se enxertar um sobre o outro, em nome do amor, de se transformar um em parasita do outro, quando cada um deles deve se enraizar robustamente em um solo particular, a fim de se tornar todo um mundo para o outro."

por Lou Salomé

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Tentativas

Tentei te fazer entender o tamanho do estrago. Tentei usando palavras. Tentei conjugando verbos aos gritos em meio às lágrimas. Tentei criar o diálogo, tentei nas súplicas virtuais pedir as tuas palavras francas e abertas. Tentei perceber além, vi e tentei não ver. Tentei aceitar o teu humano e esbarrei no meu limite. Tentei entender tuas atitudes e só encontrei ecos e ressalvas. Tentei enfrentar os apelos da mente e seus habitantes, negando os fatos e suas obviedades. Tentei isolar os sentimentos para que pudessem sobreviver. Tentei não ver que já tinhas feito tuas escolhas. Tentei não entender que já tinhas outros caminhos. Tentei manter a chama que agoniza e que busca com esforço, manter-se viva. Tentei preservar as cores que me correm por dentro e que me levam ao caminho de tuas mãos. Tentei não perceber que ainda me precisas mesmo quando me devolves o silêncio. Tentei que teus olhos me visem além dos gestos da memória. Tentei não esquecer que fazes parte do que sou. Tentei e percebi que há gratidão em mim por tudo que fostes e pelo que juntos tentamos construir.  Tentei ser mais livre e me descobri mais humana. Tentei re-estruturar meu caminho e encontrei os fazeres de minhas mãos. Tentei ser diferente e descobri que sou a própria diferença. Tentei fazer com que meu coração perdoasse as fracassadas tentativas e me descobri pronta para tentar mais e mais uma vez. Tentei manter o mesmo caminho e descobri uma nova estrada ao alcance de meus pés.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A retórica da negação...


Depois de ouvir todos os "NÃOS" que saíram de sua boca pode perceber - entre lágrimas - que sua resposta sempre foi SIM.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

chamado



Vai.
Escolhe tuas armas ...
Não me canse com teus esconderijos... mostra a face que esconde de ti mesma e luta...
Luta de verdade!

domingo, 14 de março de 2010

leitura das fendas...

Por mais que entenda como funciono sempre me surpreendo com as revelações. Sem nenhum aviso externo as percepções de épocas passadas se fazem presente. Sentimentos afloram e na tentativa de interpretação da mente as imagem aparecem, claras e desconexas. Geram um tipo de certeza incompreensível e que, ao mesmo tempo, não pode ser negada.

Todos os tipos de sentimentos denunciam um passado existente, não são gratuitos, porém na maioria das vezes me falta sensibilidade para captar suas origens. Então em um dia qualquer e como de costume, sem nenhuma explicação, tudo acontece. Frações de segundo revelam mundos, épocas e ligações.

Quando isso acontece é como se todas as células do corpo mudassem de lugar... sensações e imagens se fundem e me é impossível conter as lágrimas. No dentro tudo se mistura, as linhas entre os tempos desaparecem... sou apenas o sentir.



Ontem... pari uma menina.

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terça-feira, 17 de novembro de 2009

estado emocional

Ansiedade mata? Morri!?




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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Como pode-se viver sem ideais ou ideologias?

(eu, não consigo)


Viver para e por si mesmo, é muito pouco.

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domingo, 1 de novembro de 2009

anúncio

As vozes se foram. Encontraram novos/velhos rumos, partiram com aquele que as criou. O silêncio, a princípio, confundiu-se com paz, um estado sereno de ser que a muito estava ausente de sua mente e vida. Ela sentia-se vazia – ao partir as vozes deixaram pequenos buracos escuros, deformando os sentidos.

Deu-se tempo, preencheu-se de luz, de sono, de ervas, de água e de sol... Despertou, livre do atordoamento das insanidades proferidas. As poucas cicatrizes que restaram guardam nas paredes da memória a lembrança da sobrevivência e de ser hoje, ainda mais forte do que fora.



O silêncio gesta novas sílabas, novas orações e frases são forjadas através do riso leve, como se o riso fosse desconhecido. As mãos registram o espanto do próprio nascimento, no mesmo instante em que anunciam: As vozes morreram!

domingo, 30 de agosto de 2009

um amanhecer...

Despertou. Sentia-se dormente. Lutou contra tudo que havia se instalado no dentro, causando doenças e estragos. Jamais se entregou. Ocupou seu tempo reformando sua caverna, buscando nas paredes internas o entendimento das ações e do sentir. Por fim percebeu que jamais poderia ser, por que nunca foi.
Lembrou de quem é e do acalenta no dentro. Dos sonhos que ainda não realizou. Perdoou seus equívocos. Entendeu-se construtora de si mesma.


O H1N1 se foi e com ele... todo o resto.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

desvarios e vinhos

Os tempos passam bem diante de mim. Tento aprender a multiplicar as horas de meus dias, existindo em muitos espaços ao mesmo tempo. Há momentos que simplesmente não estou, nem aqui e nem ali. As pressões existem em cada um desses espaços, e até mais de uma nas mesmas dimensões de mim. Como lidar com elas? Confesso não estar sendo hábil na tentativa de me fragmentar nos diferentes espaços-tempo.

Imagino que essas dificuldades façam parte do processo. Aprendemos a nos concentrar e a existir a cada tempo em um determinado espaço. Ainda que as vozes nunca se calem, a imaginação não deixe de criar e nem os sentimentos de existir. E isso ainda é nada, diante do que abrigo!

Ah! Preciso de mais vinho, ficar rosa, branca e tinta. Focar-me na dissolução... fluir sem deixar de estar. Como é difícil! Pequenas coisas me distraem... velhas rusgas me irritam, e nem aos hormônios, hoje, posso culpar.

Como criar as pontes do existente entre os espaços-tempo? Materializar em um o que tem no outro? Estar, nos diferentes mundos que me habitam, ao mesmo tempo. Como sentir, perceber, criar e existir, de maneira consciente, em todos esses movimentos simultaneamente?

Vivo entre a genialidade da loucura e a bestialidade do normal - a quase morte - sem estabilizar-me em nenhum. Será possível?

Esses dias, num surto corriqueiro, pretendi entender e dimensionar os resultados. Tê-los como em um catálogo, quem sabe até multicolorido - como se fosse possível! Certamente não o é. Os resultados das construções são sempre a posterori.

Não consigo satisfazer-me com o que está ao alcance das mãos. Meus olhos estão focados no depois, no além e acima. As assertivas das previsões tornam-se irritantes... como gostaria de ser surpreendida de maneira exagerada e positiva. Tudo bem! Tudo bem! Não dá pra olhar pra fora, não nesse instante, onde as pressões do que não é tentam sufocar o que está se construindo.

A humanidade em cada um, ainda é uma utopia.

domingo, 2 de agosto de 2009

Ser assim...


Uma flor no mar que não pertence a nenhum jardim...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

candeeiro

As palavras sempre me atravessam. Repetidas vozes insanas que insistem em amar... persistem apesar dos desencontros e esperam a cada novo dia uma mudança, na fria paisagem que a noite teima em abrigar.

Ainda tenho em meu peito um sentimento aos pulos que lança magia em cada um de meus espaços. Um candeeiro intenso e ardente... Já não sei se existo ou resisto no todo que carrego no dentro.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

vivendo entre mundos...

... as vidas que vivi estão tão presentes quanto o presente em que vivo. Tudo se mistura o tempo todo. As linhas divisórias simplesmente inexistem e não há nada que possa fazer, a não ser aprender a criar as pontes... trazer o melhor de mim à vida e manifestação e criar nas sombras que me habitam um tipo de consciência capaz de gerar a libertação.

Sempre foi assim...

domingo, 26 de julho de 2009

novas/velhas construções

Mais um dia fora do tempo... hoje, o primeiro dia de um novo ciclo...


Sinto algo criando forma no dentro, um sentimento que sempre esteve, mas que no decorrer do caminho foi deixado de lado. Muitas vezes esqueço-me de quem sou, ou do que carrego em mim. Dos sonhos, que nunca foram sonhos e sim marcas, situações vividas em um passado distante. Como se pode conhecer certas coisas sem nunca as tê-la vivenciado? Só o passado explica essa falta do que nunca tive. Somente por esses dias dei-me conta do que faltava... das diferenças entre o sentir e o fazer, e isso tudo acontece no dentro, não é fora, nunca foi e eu sempre soube. O presente está trazendo de volta, aos poucos, ainda muito sutilmente, as lembranças e a vontade de tentar, mais uma vez, construir o que pensara ser impossível.


Por certo, eu não seria eu, se não tentasse mais e mais uma vez!