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terça-feira, 22 de julho de 2008

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Uso palavras soltas
De forma irresponsável e sem pretensão
Gosto de combinações imperfeitas
Combino verdades com ilusão


Brinco de escrever
Dispenso talento
Procuro nas letras
Um tanto de alento

Gosto das formas oníricas
Repletas de ilusões pretéritas
Que desvelam-se diante de mim
Em frases quase incompletas

Sou assim...
Sem começo... e sem fim...
Uma eterna descoberta!

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

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Em meus sonhos te encontro
No caminho te revelas
Nas buscas incertas
De um amanhã vindouro
Num eterno abraço
Na construção do que Sou
Descubro-me em ti
Reflexo de meu Ser,
Desperta-me em Luz!

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domingo, 27 de janeiro de 2008

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Tem dias que sinto dor
Dores que não se explicam
E em tudo encontram ressonância
Tem dias que sinto não caber em mim
Como se uma força, alguma coisa pedisse passagem
Algo indomável... querendo vida
Penso estar parindo a mim mesma
Ou a uma estranha, dentro
Que de mim quer tudo
E de mim nada leva
Tem dias que tudo é cor
O Sol, a Lua e as estrelas
Todos me falam
Todos em mim têm voz
No vento o perfume e a lembrança
Na realidade que independe de mim
Os sonhos são apenas frações de uma passagem
Breve, rápida e ao mesmo tempo eterna
E como tudo em mim, sem nenhuma explicação
Tem dias que tudo é estranho
As ruas, as pessoas e lugares
Sinto-me só
Ainda que saiba ser essa a maior das ilusões
E a mais triste das realidades
Perceber que não se sabe Ser
E entender que É sempre!
Assim seguem os dias...
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

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Nas entranhas de meu Ser
Carrego as dores e alegrias da existência
Saudades, horrores, lágrimas e amores
Tudo em mim é vivo
Tudo de mim tem voz

Na loucura dos deuses
Minha própria consciência se confunde
Alterando euforia e melancolia
Sonhos com a realidade

Nas entranhas de meu Ser
Tudo que fui, sou e serei
Na loucura dos deuses
A própria força do existir

Onde Sou?
Deuses, loucos, santos e normais
Todos em mim
Todos no tempo presente

Nos tempos de minhas vidas
O infinito que habita
Traz a dor do que morre
E a esperança do que quer viver

Tudo coexiste no caos interior
Onde o Ser encontra espaço
Criando sempre novas possibilidades
Naquilo que se chama, vida

Morrer, viver, morrer e viver novamente
Assim Sou, todos os dias
Nas entranhas de meu Ser
Na Loucura dos deuses

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domingo, 13 de janeiro de 2008

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Maia...


No mundo de Maia
Quantos véus à descobrir!
Que ilusões ainda me habitam?
Em que realidades existo?

Das perguntas sem resposta
Nos caminhos sem Lua
O que se oculta?

Maia, deusa da Inconsciência
dos segredos e mazelas humanas...
Quanta ignorância meu corpo abriga?
O quanto mais ainda sou capaz de suportar em minha vida?

Maia deusa da Consciência
Deixe-me ver sua face
Ainda que não seja o céu!

Maia, deusa da Verdade
Conta-me as mentiras que criei
As alegrias a que não me permito
E as dores que insisto em não chorar
Conta-me teus segredos,
tuas virtudes e teus silêncios

Maia, deusa da Ilusão
Somos todos teus filhos
Tateando cegos,
diante de teu breu
O que tens de mim?
O que tenho que é teu?

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