Ando saudosa dos escritos soltos, livres de regras e concordâncias, sem finalidade ou sentido... simplesmente deixar que as letras se encontrem e se conjuguem em diferentes tempos e modos... apenas misturando-se no gestual da memória.
A dança das horas contém novas possibilidades, subdividas em minutos e segundos de oportunidades onde podemos jogar fora velhos pensamentos, amarras e ressentimentos, tirar do dentro o velho e caduco e dar espaço há novas e diferentes experiências.
Não desperdice seu tempo, suas horas e sua vida... aprenda a tirar o melhor de cada situação, reinvente-se, descubra-se, seja uma pessoa melhor principalmente para si mesma. Troque seus pensamentos, reveja suas metas, abrace o Sol, adormeça com a Lua, conte seus sonhos as estrelas, sejas cosmos, vida e movimento.
Troque de pele, de pêlos, de sentimentos e ideias tantas vezes for possível, mas jamais fique pelo caminho, não estacione a vida e os sentimentos nas esquinas das certezas, estas pertencem aos idiotas, os sábios estão repletos de dúvidas.
Crie questionamentos insolúveis, viaje a terra do nunca, seja criança, talvez aquela que nunca te deixaram ser e recupere a inocência, apenas seja.
Aprenda a rir de si, a voar enquanto ri e nessa dança maluca desate os nós das marcas sofridas, dessa e de outras vidas... perceba os mundos que te habitam e as infinitas possibilidades de Ser e seja, o tempo todo.
A vida é sagrada, não desperdice as horas... dance.
Tudo se revelou naquelas palavras. História de uma vida e de vidas que contavam de si. Trouxeram a resposta que fora objeto de tantos pedidos e orações. Os cheiros, os aspectos das mãos revelaram o fazer e nelas a resposta do que um dia foi quase impossível. As dores também estavam presentes, como estão em qualquer prisão. Foi a oportunidade de uma reconstrução, a chave de uma transformação e o re-começo daqueles que se manifestaram, mas também daqueles que puderam assistir e principalmente daquela que esteve na origem de toda situação.
Obrigada por tamanha aprendizagem e oportunidade de realização.
... de frente para estante percebeu em uma das mãos a chama acesa - verde e amarela, na outra apenas a amarela. Da boca o som que se repetia como um mantra saía quase aos sussurros... como quem é pega em flagrante, desperta aos pulos.
Tudo começa sem que se aperceba e lá está o turbilhão. Incansáveis vozes insistem na discussão, esbravejam, gritam, falam baixo, outras apenas sussurram e todas ao mesmo tempo. Enquanto isso os corpos se contraem. O frio percorre a espinha, as vísceras entram em choque e tudo é uma grande confusão. A energia escapa dos olhos, das mãos e da fronte. É tudo tão rápido como uma tempestade que chega sem avisar. Faz força e retoma o comando, inspira e expira levando horas, talvez dias para se recuperar.
Tudo que pode ser dito já o foi. Sou apenas a repetição de formas gramaticais em tempos discordantes. Buscar a originalidade em tão poucas letras me faz lembrar os escritos heróicos de meus ídolos, que conseguem transpor os limites de suas próprias imaginações vivendo no além de si mesmos - em tempos mais que futuristas - em outros estágios de consciência.