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domingo, 1 de novembro de 2009

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As vozes se foram. Encontraram novos/velhos rumos, partiram com aquele que as criou. O silêncio, a princípio, confundiu-se com paz, um estado sereno de ser que a muito estava ausente de sua mente e vida. Ela sentia-se vazia – ao partir as vozes deixaram pequenos buracos escuros, deformando os sentidos.

Deu-se tempo, preencheu-se de luz, de sono, de ervas, de água e de sol... Despertou, livre do atordoamento das insanidades proferidas. As poucas cicatrizes que restaram guardam nas paredes da memória a lembrança da sobrevivência e de ser hoje, ainda mais forte do que fora.



O silêncio gesta novas sílabas, novas orações e frases são forjadas através do riso leve, como se o riso fosse desconhecido. As mãos registram o espanto do próprio nascimento, no mesmo instante em que anunciam: As vozes morreram!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

as vozes do dentro...

Algo no dentro pede passagem, há muito esquecido, dormente e adoecido. A falta do que se tem é tão insuportável quanto à presença do que nunca se teve. Sempre esteve aqui e eu soube a todo o instante eu soube ser possível. Errando da única maneira que me era permitido fui apagando a chama... esquecendo entre os tropeços.


... a letra morta ainda me fala!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Vozes sem som

ela retirou o som das palavras
(repetitivas palavras)
e partiu com outras oitavas
em busca de novas composições


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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

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Vozes e Silêncios

Acreditava que as vozes haviam se calado, ao menos assim queria que fosse... tão logo despertou da estranha dormência, lá estavam elas, transformadas, confusas, intensas... camuflando-se em outras paisagens, com novas cores e matizes... alternando-se... repetindo as sílabas sem nexo e entusiasmadas...

Sua única opção era permite-lhes a fala... deixar que esgotassem toda a possibilidade de som...

Então, uma voz conhecida (a voz de fora... mais dentro que todas as vozes de dentro) entoou o som diferenciador...


todas as vozes silenciaram e partiram em busca do sentido...

paz!

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segunda-feira, 24 de março de 2008

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Refúgio




As multidões continuam... Desejam ser ouvidas... De tanto falar estão sem nada a dizer... Suas necessidades são muitas, o tempo está passando... Enfraquecidas por ausência de alimento debatem-se em si... As formas confusas refletem as vozes misturadas... Refugio-me na outra mente, enquanto espero as multidões calarem.
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sábado, 1 de março de 2008

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Vozes




Hoje parece que as vozes acordaram comigo.
Multidões querendo ser ouvidas ao mesmo tempo, mas poucas com algo importante a dizer. Em minha outra mente pensava como agir, como faria para silenciá-las, e foi então que resolvi escrever.Falar de coisas, pessoas, quem sabe isso as acalmem, as modifiquem?Não custava tentar... Agora estão mais tranqüilas...
Talvez essas vozes sejam as presenças.Presenças do passado, do presente e futuro que se misturam e se confundem.Umas querem alguma coisa que acreditam lhes pertencer, outras reclamam atenção às suas dores e necessidades e há aquelas que cobram atitudes e sentimentos para que possam vir a existir.Que complexidade é a vida humana!Com tantas vozes e sentimentos diversos e antagônicos reclamando existência, onde buscar apoio e equilíbrio? Bom... Se não for dentro de nós mesmos, onde será?Em outras pessoas que possuem as suas próprias multidões? Não, duvido muito, a maioria ainda se confunde com elas, deixando-as se manifestarem como se elas próprias fossem.Não... Custei a aprender... Essas vozes fazem parte do que sou, mas não são tudo que Sou. É nesse outro tanto de mim que consigo silenciá-las.Daqui posso seguir meu dia... Centrada, equilibrada e em paz comigo mesma.
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

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Multidões



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