segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Plagiando
domingo, 14 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Forjando a Armadura
Nego-me a me submeter ao medo
que me tira a alegria de minha liberdade,
que não me deixa arriscar nada, que me toma pequeno e mesquinho, que me amarra, que não me deixa ser direto e franco, que me persegue, que ocupa negativamente minha imaginação, que sempre pinta visões sombrias.
No entanto não quero levantar barricadas por medo do medo. Eu quero viver, e não quero encerrar-me. Não quero ser amigável por ter medo de ser sincero.
Quero pisar firme porque estou seguro e não
para encobrir meu medo.
E, quando me calo, quero fazê-lo por amor e não por temer as conseqüências de minhas palavras.
Não quero acreditar em algo só pelo medo de não acreditar. Não quero filosofar por medo que algo possa atingir-me de perto. Não quero dobrar-me só porque tenho medo de não ser amável.
Não quero impor algo aos outros pelo medo de que possam impor algo a mim;por medo de errar, não quero tomar-me inativo. Não quero fugir de volta para o velho, o inaceitável, por medo de não me sentir seguro no novo.
Não quero fazer-me de importante porque tenho medo
de que senão poderia ser ignorado.
Por convicção e amor, quero
fazer o que faço e deixar de fazer o que deixo de fazer.
Do medo quero arrancar o domínio e dá-lo ao amor.
E quero crer no reino que existe em mim.
Rudolf Steiner
segunda-feira, 21 de março de 2011
O amor...
quinta-feira, 27 de maio de 2010
O oculto
"... Tens ouvido chamar-me feiticeiro. Um dia também te chamarão feiticeiro e, como eu, pensarás que a feitiçaria, a magia são apenas palavras inventadas pelos homens incapazes de conhecer e utilizar as forças naturais. Tudo está inscrito no universo. Os homens nada inventam, apenas descobrem e, muitas vezes, as suas descobertas leva-os a situações absurdas. Eles inventam máquinas e ignoram as máquinas que são, visto que o próprio homem é uma máquina que regula o seu mecanismo. Ele pode possuir a clarividência e o poder de acalmar a dor, mas ignora-o. Ignorante como é, e, ao mesmo tempo, máquina e mecânico, afasta-se da natureza e recorre ao artifício. O artifício mata-o, pouco a pouco, e, quando depara com um dos seus, que reencontrou as leis naturais inscritas no movimento da vida, chama-lhe de feiticeiro..."
Derlon, Pierre. Tradições Ocultas dos Ciganos.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
uma voz na pedra...
terça-feira, 12 de maio de 2009
... das citações e notas
...resta o argumento pessoal, quase íntimo: sempre vivi entre as palavras... Pequeno exercício quotidiano: ler frases desgarradas, soltá-las arbitrariamente do texto. Isto é, abrir um livro ao acaso, num sinal vermelho, antes de o filme começar, durante os anúncios na televisão, e escolher à toa algumas palavras. Sempre pensei que, numa dessas frases, chegaria a verdade, o encontro decisivo. Uns jogam na loteria, outros nas palavras.”
Eduardo Coelho.
Tudo o que não escrevi. Diário, Lisboa. Ed. Asa. 1992.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
estado de Ser
Amo o amor que me imuniza contra a infelicidade que prolifera infectando almas e atrofiando corações...
Chamalú
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Esboço do sentir...

(...)
Álvaro de Campos (FP)
sábado, 31 de janeiro de 2009
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Diferença
Sempre tive a sensação de pertencer a outro lugar. Estranhava as palavras com que me falavam e achava esquisito as pessoas não ouvirem o que eu ouvia. Na escola, na faculdade, a sensação de não ser daqui inquietava-me. Aprendi uma maneira de me comportar que não era minha, um idioma que não coincidia com o meu, emoções que me não provocavam qualquer eco interior. No fundo da minha alma estava de visita e cabia-me, por necessidade e educação, adotar os hábitos nativos, que se me afiguravam complicados e inúteis. Ainda hoje me surpreende as pessoas julgarem que não tenho sotaque e não é à língua que me refiro, é a tudo o resto.
Antonio Lobo Antunes
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Do que somos constituídos?
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
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ROSELIS VON SASS
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sexta-feira, 29 de agosto de 2008
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...Arranca o objeto de tua contemplação da corrente fugidia do mundo e o isola diante de si: este individual, que naquela torrente era uma ínfima parte esvaecente, torna-se para consideração do gênio, um representante do todo, um equivalente no espaço e no tempo do muito infinito: ela, consideração, permanece nesse individual, a roda do tempo pára, desaparecem as relações, apenas o essencial, a Idéia, é objeto para ela. – Podemos, por conseguinte, denomina-la de o modo de consideração da coisa independente do princípio razão, em oposição, precisamente ao modo que segue este princípio, que é caminho da experiência e da ciência...
... O conhecimento intuitivo, em cujo âmbito radica a Idéia é, em geral, oposto ao conhecimento racional ou abstrato, guiado pelo princípio de razão do conhecer...
... o conhecimento abstrato, não mais guia a conduta, mas o intuitivo, e é por isso ela se torna desrazoada: além do mais, a impressão do presente é bastante poderosa para ele, lança-o a irreflexão, ao afeto, à paixão...
Schopenhauer
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sexta-feira, 1 de agosto de 2008
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Cantar sobre os ossos para fazer renascer... é sempre que temos que cantar com a alma, fazer com que as notas ressoem nas entranhas, que só uma fêmea possui...
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A vida que eu finjo é um circo.
E eu, palhaço de mim
dispo-me de todos os sorrisos
no calar do camarim.
No picadeiro da alma eu domo as minhas feras
E o meu espírito despeja todas as suas esperas.
Equilibrista de saltos penso que existo:
Malabrista do acaso
Domador de sobressaltos.
O trapézio me leva tão alto
para cima e além das vidas rasas.
E sem pesar eu me jogo no espaço
que fica entre o chão e minhas asas.
Olhos incríveis me habitam e seguram.
Mãos secretas me equilibram e curam.
E no momento do salto
Agarro me a mim mesma, enfim.
Cravo as unhas no meu sonho.
Reconheço o sorriso em mim.
Dispo-me da máscara.
Entrego-me ao real.
No picadeiro do meu ser
O espetáculo não tem final.
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"A Mãe Criadora é sempre também a Mãe Morte, e vice-versa. Em virtude dessa natureza dual, ou dessa duplicidade de função, a grande tarefa diante de nós consiste em aprender a compreender à nossa volta e dentro de nós exatamente o que deve viver e o que deve morrer. Nossa tarefa consiste em captar a situação temporal de cada um: permitir à morte àquilo que deve morrer, e a vida o que deve viver."
sexta-feira, 30 de maio de 2008
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Da vontade da vida provém todo o sofrimento, que é intrínseco à existência. Somente às aspira àquilo que não se tem: da falta do objeto desejado segue-se o sofrimento. Contudo, o prazer obtido pela satisfação do desejo é momentâneo, pois este abrirá caminho para novos desejos, sempre obstados, sempre em luta para obter sua satisfação. A felicidade não é senão o momento fugaz da ausência de infelicidade.
“É uma verdade incrível como a existência da maior parte dos homens é insignificante e destituída de interesse, vista exteriormente, e como é surda e obscura sentida interiormente. Consta apenas de tormentos, aspirações impossíveis; é o andar cambaleante de um homem que sonha através das quatro épocas da vida, até à morte, com um cortejo de pensamentos triviais. Os homens assemelham-se a relógios a que se dá corda e trabalham sem saber a razão. E sempre que um homem vem a este mundo, o relógio da vida humana recebe corda novamente, para repetir, mais uma vez, o velho e gasto estribilho da eterna caixa de música, frase por frase, com variações imperceptíveis.”
Mas ao contemplarmos a nós mesmos, ao nos descobrirmos joguetes da vontade, estamos, com isso, contemplando a verdade do drama cósmico da existência. Vemo-nos, agora, como emanações de uma só vontade, e os interesses de cada indivíduo passa a ser iguais aos de todos os demais, pois o egoísmo é decorrente apenas da ilusão de vontades independentes que buscam cegamente sua realização.
“Quando a ponta do véu de Maia (a ilusão da vida física) se ergue diante dos olhos de um homem de tal modo que já não faz diferença egoísta entre si mesmo e o restante dos homens, e interessa-se pelos sofrimentos dos outros como pelos próprios, tornando-se assim caritativo até à dedicação, pronto a sacrificar-se pela salvação de seus semelhantes, este homem, chegado assim ao ponto de reconhecer a si mesmo em todos os seres, considera como seus os sofrimentos infinitos de tudo quanto vive, e apodera-se, desta forma, da dor do mundo. Nenhuma miséria lhe é indiferente, todos os tormentos que vê e tão raramente lhe é dado amenizar, todas as angústias que ouve falar, inclusive aquelas que lhe é possível conceber, perturbam-lhe o espírito como se fosse ele a vítima. Insensível às alternativas de bens e de males que lhe sucedem em seu destino, livre de todo o egoísmo, penetra os véus da ilusão individual; tudo quanto vive, tudo quanto sofre, está igualmente junto de seu coração. Imagina o conjunto das coisas, a sua essência, a sua eterna passagem, os esforços vãos, as lutas íntimas, e os sofrimentos intermináveis; para qualquer coisa que se volte, vê o homem que sofre, o animal que sofre, e um mundo que se desvanece eternamente. E une-se tão estritamente às dores do mundo como o egoísta a si mesmo. Como poderia ele, com tão grande conhecimento do mundo, afirmar com desejos incessantes a sua vontade de vida, e prender-se cada vez mais estreitamente à vida?”
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terça-feira, 27 de maio de 2008
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"A natureza suplantando a mente e precipitando-a para fora do estado de autoconsciência clara (cujo símbolo mais perfeito é o vinho) é o que jaz na base de todas as criações dionisíacas. O ciclo das formas dionisíacas, que constitui, por assim dizer, um Olimpo especial e diferente, representa essa vida natural e seus efeitos na mente humana, concebida em diferentes estágios, às vezes em formas mais nobres, às vezes em formas menos nobres; no próprio Dioniso desdobra-se a mais pura florescência, combinada com um afflatus que desperta a alma sem destruir o tranqüilo jogo dos sentimentos. "
Dionísio configura a imagem do impulso misterioso dentro de cada um de nós, aquilo que nos impele para o desconhecido. Nosso lado conservador, cauteloso e realista observa horrorizado esse espírito jovem e indomado, que confia na providência e que se prepara para saltar num abismo sem um mínimo de hesitação. Representa o impulso irracional que provoca mudança, a abertura de caminhos e a ampliação dos horizontes desconhecidos. Os impulsos irracionais em algumas circunstâncias são muito criativos, em outras, contudo, são destrutivos e, na maior parte das vezes são as duas coisas ao mesmo tempo.
Especificamente é deus do vinho, das festas, do lazer, do prazer, do pão e mais amplamente da vegetação, um dos mais importantes entre os gregos e o único deus filho de uma mortal.
Nas lendas romanas, Dioniso tornou-se Baco, que se transforma em leão para lutar e devorar os gigantes que escalavam o céu e depois foi considerado por Zeus como o mais poderoso dos deuses.


