segunda-feira, 17 de agosto de 2009

cálculos internos

Preciso arranjar uma fórmula matemática que una os tempos em mim e me faça transitar nas diferentes horas do dentro... alguma sugestão?

conclusão

Uma etapa concluída e os olhos se voltam ao horizonte buscando a melhor forma de dar o próximo passo. Lá vou eu re-começar mil coisas ao mesmo tempo... mas não hoje, não agora.

Estou em casa, novamente!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

real(iz)ação

saindo do mundo das ideias e passando para o concreto.
... assim estão os projetos.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

mudanças...

Já não tenho mais dúvidas quanto a cor, será verde em várias nuances e tons. Quanto às luzes serão multicoloridas, refletindo a intenção do momento. E os adornos? Ainda não sei ao certo, sobre eles, estou pensando em vários artistas... gosto de tantos...

Novos projetos sempre realizam milagres!

... os desvarios não se acabaram e nem eu aprendi, ainda, a viver nos múltiplos espaços-tempo. Tudo bem! É apenas uma questão de entender as diferentes engrenagens e leis que regulam os mistérios do dentro. Fácil, fácil! Enquanto isso... mais vinho...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

desvarios e vinhos

Os tempos passam bem diante de mim. Tento aprender a multiplicar as horas de meus dias, existindo em muitos espaços ao mesmo tempo. Há momentos que simplesmente não estou, nem aqui e nem ali. As pressões existem em cada um desses espaços, e até mais de uma nas mesmas dimensões de mim. Como lidar com elas? Confesso não estar sendo hábil na tentativa de me fragmentar nos diferentes espaços-tempo.

Imagino que essas dificuldades façam parte do processo. Aprendemos a nos concentrar e a existir a cada tempo em um determinado espaço. Ainda que as vozes nunca se calem, a imaginação não deixe de criar e nem os sentimentos de existir. E isso ainda é nada, diante do que abrigo!

Ah! Preciso de mais vinho, ficar rosa, branca e tinta. Focar-me na dissolução... fluir sem deixar de estar. Como é difícil! Pequenas coisas me distraem... velhas rusgas me irritam, e nem aos hormônios, hoje, posso culpar.

Como criar as pontes do existente entre os espaços-tempo? Materializar em um o que tem no outro? Estar, nos diferentes mundos que me habitam, ao mesmo tempo. Como sentir, perceber, criar e existir, de maneira consciente, em todos esses movimentos simultaneamente?

Vivo entre a genialidade da loucura e a bestialidade do normal - a quase morte - sem estabilizar-me em nenhum. Será possível?

Esses dias, num surto corriqueiro, pretendi entender e dimensionar os resultados. Tê-los como em um catálogo, quem sabe até multicolorido - como se fosse possível! Certamente não o é. Os resultados das construções são sempre a posterori.

Não consigo satisfazer-me com o que está ao alcance das mãos. Meus olhos estão focados no depois, no além e acima. As assertivas das previsões tornam-se irritantes... como gostaria de ser surpreendida de maneira exagerada e positiva. Tudo bem! Tudo bem! Não dá pra olhar pra fora, não nesse instante, onde as pressões do que não é tentam sufocar o que está se construindo.

A humanidade em cada um, ainda é uma utopia.

domingo, 2 de agosto de 2009

Fire dance

Com as velas acesas nos pés vou abrindo passagens, construindo meu caminho... desvio da brisa gestual da memória gerando espanto em cada canto de meus corpos.

Ser assim...


Uma flor no mar que não pertence a nenhum jardim...

sexta-feira, 31 de julho de 2009

uma voz na pedra...

Não sei se respondo ou se pergunto. Sou uma voz que nasceu na penumbra do vazio. Estou um pouco ébria e estou crescendo numa pedra. Não tenho a sabedoria do mel ou a do vinho. De súbito ergo-me como uma torre de sombra fulgurante. A minha ebriedade é a da sede e a da chama. Com esta pequena centelha quero incendiar o silêncio. O que eu amo não sei. Amo em total abandono. Sinto a minha boca dentro das árvores e de uma oculta nascente. Indecisa e ardente, algo ainda não é flor em mim. Não estou perdida, estou entre o vento e o olvido. Quero conhecer a minha nudez e ser o azul da presença. Não sou a destruição cega nem a esperança impossível. Sou alguém que espera ser aberto por uma palavra.

António R. Rosa

(Obrigada querida M.)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

candeeiro

As palavras sempre me atravessam. Repetidas vozes insanas que insistem em amar... persistem apesar dos desencontros e esperam a cada novo dia uma mudança, na fria paisagem que a noite teima em abrigar.

Ainda tenho em meu peito um sentimento aos pulos que lança magia em cada um de meus espaços. Um candeeiro intenso e ardente... Já não sei se existo ou resisto no todo que carrego no dentro.

terça-feira, 28 de julho de 2009

distanciamento

É só um pressentimento estendido pelo chão. Uma velha/nova sensação de algo querendo vida... alguém crescendo... Tantos foram os partos que os números perdem-se entre os lençóis. Ao fitar a toalha sobre a mesa - com seus desenhos e formas geométricas - crio um certo distanciamento... as incertezas e dúvidas embrulhadas condensam-se em vontade... uma vontade de ir além... além da complexidade que abrigo.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

vivendo entre mundos...

... as vidas que vivi estão tão presentes quanto o presente em que vivo. Tudo se mistura o tempo todo. As linhas divisórias simplesmente inexistem e não há nada que possa fazer, a não ser aprender a criar as pontes... trazer o melhor de mim à vida e manifestação e criar nas sombras que me habitam um tipo de consciência capaz de gerar a libertação.

Sempre foi assim...