domingo, 17 de maio de 2009

aprendizados e tentativas...

Às vezes sinto saudades de um tempo que quase não consigo tocar, que está impresso nos habitantes do dentro, com quem preciso aprender a lidar... não sei ao certo... busco respostas, métodos, que nos façam andar juntos, reconhecendo com todos os sentidos o real significado de suas presenças.
O que pode estar impedindo que avance? As justificativas são numerosas e quase sempre sem consistência... a mente, ainda é uma armadilha... e há quem pense que ela seja tudo.
Preciso de mais tempo para o dentro, de mais espaço para as outras dimensões e corpos, conseguir abstrair as ideias (velhas e caducas) indo além de seus domínios... aprender o som das palavras sem sons audíveis que chegam onde nada mais alcança...
...o poder do verbo é além... preciso aprender com meus fantasmas.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

escolhas

Estranho a negação do mundo... conforma-se em ser menos do que poderia... na falta de futuro imposta por aqueles cujo olhar não ultrapassa o próprio umbigo.
Quisera poder mostrar o que me assombra os sentidos e preenche de significados a estrada que insisto em trilhar.

terça-feira, 12 de maio de 2009

... das citações e notas

“...temo que, se alguém me ler... comece a colocar seriamente a questão de saber se não terei definitivamente enlouquecido. Talvez. Mas o meu propósito não era enviar notícias da minha atual saúde mental. Era explicar que ler, no verdadeiro sentido do termo, na acepção apaixonada que temos que lhe dar, só pode ser uma atividade desmedida, insensata, irracional, feita de rituais, cerimônias, gestos desatinados, cumplicidades incendiárias...
...resta o argumento pessoal, quase íntimo: sempre vivi entre as palavras... Pequeno exercício quotidiano: ler frases desgarradas, soltá-las arbitrariamente do texto. Isto é, abrir um livro ao acaso, num sinal vermelho, antes de o filme começar, durante os anúncios na televisão, e escolher à toa algumas palavras. Sempre pensei que, numa dessas frases, chegaria a verdade, o encontro decisivo. Uns jogam na loteria, outros nas palavras.”

Eduardo Coelho.
Tudo o que não escrevi. Diário, Lisboa. Ed. Asa. 1992.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

a passageira

...não procures em minha loucura o que a tua não é capaz de encontrar... não espere que minhas palavras desvendem as verdades que insistes em calar... sou uma e muitas, uma contradição com pés, que vaga aqui e ali em busca de si mesma dando aos habitantes do dentro vida e liberdade, respeito e continuidade que somente a loucura, daqueles que procuram pelo maior de si é capaz de forjar.
Já nem sou e continuo... tudo por mim, já passou...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

estado de Ser

Amo minha loucura que me vacina contra a estupidez...
Amo o amor que me imuniza contra a infelicidade que prolifera infectando almas e atrofiando corações...

Chamalú
(Índio Quechua)
Obrigada Aninha!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

abstração interna



Abstraindo as ideias... deixar que as sílabas flutuem nas diferentes realidades que me habitam... permiti-lhes a fala sem nenhuma pretensão de entendimento... sem briga, sem luta...
(em paz!)

domingo, 3 de maio de 2009

... dentro

(Secret Garden)

Interrogações e reticências

Por mais que lance o olhar a distâncias imensuráveis, sempre há o que não vejo, o que não me foi possível prever e antecipar... distraio-me entre as sensações e palavreados que me habitam e instigam... há tanta complexidade no dentro que tentar me entender é mais que heroísmo... desequilibro caminhando sobre rochas e mantenho o caminhar em cordas quase invisíveis...

Se não fosse assim... quem eu seria?

domingo, 26 de abril de 2009

máscaras sociais = conveniências


Quando realmente seremos livres? Quando seremos capazes de ter uma sociedade aberta, franca, que inclua as diferenças e os diferentes... valorize as excelências de cada um e não mais nos condene a igualdade com rótulos de normalidade espalhados pelo corpo, nas marcas que vestimos e usamos que determinam o poder aquisitivo... dividem e selecionam pessoas em grupos formando as velhas castas de maneira velada e silenciosa...

Quando começaremos a valorizar o interno, o dentro de cada um? Quando será possível olhar o outro com aceitação e entender que o conjunto do que somos é o que forma a chamada HUMANIDADE?

Dependemos uns dos outros, estamos interligados em infinitas redes... negar o outro é negar algum aspecto de si mesmo...

Quando a verdade será a base da sociedade e não mais as conveniências e as idéias medíocres de certo e errado, de bem e de mal? O que se aceita e rejeita, o que entende, negando tudo que desconheça, como se pelo fato de ser ignorante de alguma coisa faça com que deixe de existir e ter consistência... O que não se sabe só deixa de ser acessível e real àquele que desconhece... Como julgar o que se ignora?

Chega de máscaras, de conveniências... Quero verdades!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

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terça-feira, 14 de abril de 2009

definições

(...) há vírgulas soltas em diferentes frases inacabadas... palavras que nunca te disse... segredos que guardo no dentro...

pontuações e tempos verbais são difíceis para quem é tão abstrato...

...não existem dois silêncios iguais.