segunda-feira, 3 de março de 2008

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Em algum lugar


Existe em algum lugar, ainda, um vazio, uma ausência, uma dor.Não sei onde, nem mesmo consigo tocar, mas sei que está... Em algum lugar existe a insatisfação... Que só o que não é pode sentir.Por quê?De todas as estradas o tanto que andei... Sempre terá mais e mais e mais... Acima e acima. O que espreita nesse momento? O que em mim quer vida? Agora... Logo agora!
Pronto, tudo resolvido!
Revisto-me da coragem que cavalgo em meu Ser.
Que venha... Ao final será mais um degrau da eterna escalada.Não posso temer a mim!
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sábado, 1 de março de 2008

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Vozes




Hoje parece que as vozes acordaram comigo.
Multidões querendo ser ouvidas ao mesmo tempo, mas poucas com algo importante a dizer. Em minha outra mente pensava como agir, como faria para silenciá-las, e foi então que resolvi escrever.Falar de coisas, pessoas, quem sabe isso as acalmem, as modifiquem?Não custava tentar... Agora estão mais tranqüilas...
Talvez essas vozes sejam as presenças.Presenças do passado, do presente e futuro que se misturam e se confundem.Umas querem alguma coisa que acreditam lhes pertencer, outras reclamam atenção às suas dores e necessidades e há aquelas que cobram atitudes e sentimentos para que possam vir a existir.Que complexidade é a vida humana!Com tantas vozes e sentimentos diversos e antagônicos reclamando existência, onde buscar apoio e equilíbrio? Bom... Se não for dentro de nós mesmos, onde será?Em outras pessoas que possuem as suas próprias multidões? Não, duvido muito, a maioria ainda se confunde com elas, deixando-as se manifestarem como se elas próprias fossem.Não... Custei a aprender... Essas vozes fazem parte do que sou, mas não são tudo que Sou. É nesse outro tanto de mim que consigo silenciá-las.Daqui posso seguir meu dia... Centrada, equilibrada e em paz comigo mesma.
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

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Desapego



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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

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Multidões



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sábado, 16 de fevereiro de 2008

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Compartimentos





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domingo, 10 de fevereiro de 2008

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Liberdade
"A liberdade está lá fora, ou aqui dentro? Onde você começa a procurar pela liberdade? No mundo exterior — onde você expressa o que quer que você queira, a tal liberdade individual — ou a liberdade começa dentro de você, para então se expressar inteligentemente fora de você? Compreendeu a minha pergunta? A liberdade só existe quando não há confusão dentro de mim, quando, psicologicamente, religiosamente, não há o perigo de eu cair em nenhuma armadilha — você entende?
As armadilhas são inúmeras: gurus, sábios, pregadores, livros excelentes, psicólogos e psiquiatras — tudo armadilhas. E se estou confuso e há desordem, não preciso, primeiro, me livrar dessa desordem antes de falar em liberdade? Se não tenho nenhum relacionamento com minha mulher, com meu marido, ou com outra pessoa — porque nossos relacionamentos são baseados em imagens — surge o conflito, que é inevitável onde há divisão. Então, não deveria eu começar por aqui, dentro de mim, na minha mente, no meu coração, a ser totalmente livre de todos os medos, ansiedades, desesperos, e das mágoas e feridas de que sofremos por causa de alguma desordem psíquica? Observe tudo por si mesmo e livre-se disso!
Mas, aparentemente, nós não temos energia. Nós nos dirigimos aos outros para que nos dêem energia. Falando com o psiquiatra nós nos sentimos aliviados — a confissão e tudo o mais. Sempre dependendo de alguma outra pessoa. E essa dependência, inevitavelmente, causa conflito e desordem. Então, temos de começar a compreender a profundeza da liberdade; precisamos começar com aquilo que está mais perto: nós mesmos. A grandeza da liberdade, a verdadeira liberdade, a dignidade, a sua beleza, está em nós mesmos quando a ordem é completa. E essa ordem só vem quando somos uma luz para nós mesmos..."



Krishnamurti

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

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Em meus sonhos te encontro
No caminho te revelas
Nas buscas incertas
De um amanhã vindouro
Num eterno abraço
Na construção do que Sou
Descubro-me em ti
Reflexo de meu Ser,
Desperta-me em Luz!

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domingo, 27 de janeiro de 2008

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Tem dias que sinto dor
Dores que não se explicam
E em tudo encontram ressonância
Tem dias que sinto não caber em mim
Como se uma força, alguma coisa pedisse passagem
Algo indomável... querendo vida
Penso estar parindo a mim mesma
Ou a uma estranha, dentro
Que de mim quer tudo
E de mim nada leva
Tem dias que tudo é cor
O Sol, a Lua e as estrelas
Todos me falam
Todos em mim têm voz
No vento o perfume e a lembrança
Na realidade que independe de mim
Os sonhos são apenas frações de uma passagem
Breve, rápida e ao mesmo tempo eterna
E como tudo em mim, sem nenhuma explicação
Tem dias que tudo é estranho
As ruas, as pessoas e lugares
Sinto-me só
Ainda que saiba ser essa a maior das ilusões
E a mais triste das realidades
Perceber que não se sabe Ser
E entender que É sempre!
Assim seguem os dias...
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

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Nas entranhas de meu Ser
Carrego as dores e alegrias da existência
Saudades, horrores, lágrimas e amores
Tudo em mim é vivo
Tudo de mim tem voz

Na loucura dos deuses
Minha própria consciência se confunde
Alterando euforia e melancolia
Sonhos com a realidade

Nas entranhas de meu Ser
Tudo que fui, sou e serei
Na loucura dos deuses
A própria força do existir

Onde Sou?
Deuses, loucos, santos e normais
Todos em mim
Todos no tempo presente

Nos tempos de minhas vidas
O infinito que habita
Traz a dor do que morre
E a esperança do que quer viver

Tudo coexiste no caos interior
Onde o Ser encontra espaço
Criando sempre novas possibilidades
Naquilo que se chama, vida

Morrer, viver, morrer e viver novamente
Assim Sou, todos os dias
Nas entranhas de meu Ser
Na Loucura dos deuses

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domingo, 20 de janeiro de 2008

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Síntese




Autoexplicativo
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domingo, 13 de janeiro de 2008

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Maia...


No mundo de Maia
Quantos véus à descobrir!
Que ilusões ainda me habitam?
Em que realidades existo?

Das perguntas sem resposta
Nos caminhos sem Lua
O que se oculta?

Maia, deusa da Inconsciência
dos segredos e mazelas humanas...
Quanta ignorância meu corpo abriga?
O quanto mais ainda sou capaz de suportar em minha vida?

Maia deusa da Consciência
Deixe-me ver sua face
Ainda que não seja o céu!

Maia, deusa da Verdade
Conta-me as mentiras que criei
As alegrias a que não me permito
E as dores que insisto em não chorar
Conta-me teus segredos,
tuas virtudes e teus silêncios

Maia, deusa da Ilusão
Somos todos teus filhos
Tateando cegos,
diante de teu breu
O que tens de mim?
O que tenho que é teu?

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