estava ao alcance dos sentidos e
muito longe das mãos...
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Mais tempo...
domingo, 15 de fevereiro de 2009
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Desabafo
Os interesses pessoais sempre estarão acima dos grupos e isso é triste e pequeno.
Como carecemos de humanidade, de olhares diferentes que contenham aceitação, amor sem reservas... endurecemos, adoecemos e tudo fica limitado aos nadas que criamos... um mundo cheio de indiferenças, de desconfianças e de pré-julgamentos...
Estou farta de vazios, cansada da mesquinhez estúpida e de jogos manipulativos...
Minha alma não tem preço... não tentem comprá-la ou corrompê-la...
Não estou à venda.
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Esboço do sentir...

(...)
Sentir tudo de todas as maneiras,
Viver tudo de todos os lados,
Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo,
Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos
Num só momento difuso, profuso, completo e longínquo.
(...)
Multipliquei-me, para me sentir,
Para me sentir, precisei sentir tudo,
Transbordei, não fiz senão extravasar-me,
Despi-me, entreguei-me,
E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente.
(...)
Álvaro de Campos (FP)
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Na era da informática II
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Um papo solar
Esses habitantes da Terra estão a me confundir. Ando no mesmo ritmo há tanto tempo que já nem sei fazer as contas. E até onde a idade me deixa lembrar, trafego os mesmos espaços de sempre salvo uma luz que outra que ora aparece, ora desaparece.
Há muito tempo escuto um palavreado sobre zodíaco tropical e zodíaco sideral. Então o caminho que percorro possui esses dois sobrenomes, mas na minha visão as paragens são sempre as mesmas. Que confusão é essa?
Bons eram os tempos em que me prestavam homenagens e reinava absoluto no céu. Tinha vários codinomes. Para os babilônicos meu nome era Shamash, para os egípcios, Rá, ainda que tenham criado outras denominações essa foi a mais conhecida. Assim como os indianos que me confundiam sempre com vários e diferentes nomes, e tantos outros povos de diferentes latitudes e longitudes.
Fiquei mais conhecido pelo nome que recebi dos gregos, Apolo. Um nome simpático, porém já não era mais o soberano dos céus. Júpiter passou a ser conhecido como Rei do Olimpo e seu nome passou a ser Zeus. O que é o Olimpo? Por que Júpiter?
Ri-me muito quando descobri que pensavam que nascia e morria todos os dias. Dias? O que isso significava? Custei a entender. Pobres terráqueos! Não ouve um segundo de grau sequer que minhas luzes tenham se apagado.
Como podem ser tão estranhos? Agora escuto que não sou o único Sol dos céus e que moro em um lugar chamado Via Láctea... segundo ouvi é apenas uma de inúmeras galáxias existentes.
Ri-me muito quando descobri que pensavam que nascia e morria todos os dias. Dias? O que isso significava? Custei a entender. Pobres terráqueos! Não ouve um segundo de grau sequer que minhas luzes tenham se apagado.
Como podem ser tão estranhos? Agora escuto que não sou o único Sol dos céus e que moro em um lugar chamado Via Láctea... segundo ouvi é apenas uma de inúmeras galáxias existentes.
Era só o que faltava!
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
resPIRAção
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Uma canção
Ainda que a correria dos dias quase a engolisse podia ouvir uma música que ecoava ao longe em meio a seus pensamentos. Decidindo descobrir do que se tratava, resolveu prestar atenção ao que ouvia. Fechou os olhos e deixou-se ir em direção as notas.
Aos poucos foi perdendo a noção de seu corpo, não sentia mais o peso de sua carne.
Ela misturou-se ao som deixando-se ser embalada pela melodia. O ritmo oscilava, ora estava calmo e sereno, ora sentia como se estivesse sendo jogada de um lado para o outro.
Entregando-se mais um pouco ao momento, seus sentidos já não mais lhe pertenciam. Deixou-se ir cada vez mais fundo até que sílabas, abafadas pelo som, começaram a formar frases inteiras legíveis ao ouvido. A canção possuía sua letra.
De início não se deu por conta do que estava a ouvir apenas deixava-se flutuar seguindo o ritmo e a melodia.
Então tudo começou a ficar mais agitado, como se as notas atropelassem umas as outras desfigurando a canção em estranhos ruídos, altos e estrondosos. Uma grande agonia tomou conta do ambiente consumindo todo o oxigênio existente, Ela não mais podia respirar... ficou ali, quase a desmaiar, entre a vida e a morte.
Por fim, o ritmo e a melodia se restabeleceram e uma voz com tom de eternidade fez-se ouvir. A voz cantava os dias de sua vida. Momentos de calmaria e de grandes tempestades eram traduzidos em notas e oitavas, formando seus próprios refrãos de acordes.
Entregue que estava ao momento, nada podia fazer a não ser deixar-se flutuar em sua própria canção. Ela dançou... Morreu inúmeras vezes, de rir e de chorar, viveu sempre por amor e ser capaz de amar...
Depois de alguns minutos tudo acabou. O silêncio se fez presente. Ela estava exausta, como se não coubesse em si a própria vida. Ainda tonta de tantos rodopios, saltos e quedas, sentou-se em um canto da sala. A mente estava vazia. O corpo dormente.
Mais alguns minutos se passaram, até que ela conseguisse restabelecer o raciocínio.
Ela entendeu que toda uma vida pode ser representada em uma canção e que a Existência é como um grande e infinito concerto.
Ainda atordoada com que acabara de vivenciar, percebeu que apesar de ouvir sua própria canção, dançar seus reveses e conquistas, não sabia dizer ao certo quem construíra os arranjos de sua vida.
Apesar de conhecer suas limitações e dificuldades decidiu que estava na hora de tentar.
Ela passou a compor, escrever e arranjar sua própria canção.
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Aos poucos foi perdendo a noção de seu corpo, não sentia mais o peso de sua carne.
Ela misturou-se ao som deixando-se ser embalada pela melodia. O ritmo oscilava, ora estava calmo e sereno, ora sentia como se estivesse sendo jogada de um lado para o outro.
Entregando-se mais um pouco ao momento, seus sentidos já não mais lhe pertenciam. Deixou-se ir cada vez mais fundo até que sílabas, abafadas pelo som, começaram a formar frases inteiras legíveis ao ouvido. A canção possuía sua letra.
De início não se deu por conta do que estava a ouvir apenas deixava-se flutuar seguindo o ritmo e a melodia.
Então tudo começou a ficar mais agitado, como se as notas atropelassem umas as outras desfigurando a canção em estranhos ruídos, altos e estrondosos. Uma grande agonia tomou conta do ambiente consumindo todo o oxigênio existente, Ela não mais podia respirar... ficou ali, quase a desmaiar, entre a vida e a morte.
Por fim, o ritmo e a melodia se restabeleceram e uma voz com tom de eternidade fez-se ouvir. A voz cantava os dias de sua vida. Momentos de calmaria e de grandes tempestades eram traduzidos em notas e oitavas, formando seus próprios refrãos de acordes.
Entregue que estava ao momento, nada podia fazer a não ser deixar-se flutuar em sua própria canção. Ela dançou... Morreu inúmeras vezes, de rir e de chorar, viveu sempre por amor e ser capaz de amar...
Depois de alguns minutos tudo acabou. O silêncio se fez presente. Ela estava exausta, como se não coubesse em si a própria vida. Ainda tonta de tantos rodopios, saltos e quedas, sentou-se em um canto da sala. A mente estava vazia. O corpo dormente.
Mais alguns minutos se passaram, até que ela conseguisse restabelecer o raciocínio.
Ela entendeu que toda uma vida pode ser representada em uma canção e que a Existência é como um grande e infinito concerto.
Ainda atordoada com que acabara de vivenciar, percebeu que apesar de ouvir sua própria canção, dançar seus reveses e conquistas, não sabia dizer ao certo quem construíra os arranjos de sua vida.
Apesar de conhecer suas limitações e dificuldades decidiu que estava na hora de tentar.
Ela passou a compor, escrever e arranjar sua própria canção.
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